Entrevista com Jennifer Lawrence no Estado de São Paulo

O periódico O Estado de São Paulo publicou ontem uma entrevista com a Jennifer Lawrence, atriz que representa Katniss Everdeen no filme Jogos Vorazes.

Reproduzo aqui sua fala sobre o papel (a reportagem contém spoilers para quem não viu o primeiro filme da série e também não leu o primeiro livro):

A irreverente rebeldia de Jennifer Lawrence

Nem o Oscar tirou o estilo bem-humorado da atriz que estreia nesta semana o segundo ‘Jogos Vorazes’.

Jennifer em cena de 'Jogos Vorazes' 2 - Divulgação
Divulgação
Jennifer em cena de ‘Jogos Vorazes’ 2

Jennifer Lawrence não pode reclamar de 2013. Em fevereiro, tornou-se uma das mais jovens vencedoras do Oscar de melhor atriz por sua interpretação em O Lado Bom da Vida, de David O. Russell. E, na próxima sexta-feira no Brasil, volta à pele da adolescente Katniss Everdeen em Jogos Vorazes – Em Chamas. O primeiro filme baseado na série de livros de Suzanne Collins rendeu US$ 691,2 milhões no mundo inteiro. As previsões para o segundo chegam a US$ 950 milhões nas bilheterias.

Jogos Vorazes passa-se em um mundo pós-apocalíptico dividido em 12 distritos. No evento que dá nome à série, um menino e uma menina de cada local devem lutar uns contra os outros pela sobrevivência em provas mortais. No primeiro filme, dirigido por Gary Ross, lançado em março do ano passado, Katniss desafiou o poder da Capital de Panem, que controla com mãos de ferro os 12 distritos onde mora a maior parte da população, ameaçando se matar se tivesse de assassinar o amigo-namorado, Peeta Mellark (Josh Hutcherson). O presidente Snow (Donald Sutherland) não ficou nada feliz com a atitude rebelde, e Katniss vê as consequências em Jogos Vorazes – Em Chamas, dirigido por Francis Lawrence: devido a uma mudança nas regras, Katniss, que sofre de estresse pós-traumático, é obrigada a voltar à arena num torneio de campeões, enquanto o povo se rebela nos distritos.

Foi preciso, portanto, pouco mais de um ano para que a atriz de 23, nascida em Louisville, Kentucky, se tornasse uma das maiores estrelas do cinema. Mas, apesar da fama e do reconhecimento, Jennifer continua dando entrevistas surpreendentes e bem-humoradas, como esta que concedeu ao Estado.

Como foi voltar ao personagem pela segunda vez e com novo diretor?
Adorei rever todo mundo. É uma ótima personagem, realmente fiquei animada. Francis Lawrence é muito diferente de Gary Ross, muito calmo. Foi uma atmosfera incrível.

Katniss vira um modelo para os habitantes dos Distritos. E você também se tornou um. Sente-se confortável nesse papel?
Sim. Às vezes… Acho. Não é algo que você possa dizer que não está a fim. Não é algo que escolhe. Então preciso ter consciência disso. Não tenho ressentimentos em relação a nada.

Há muitos livros e filmes sobre o apocalipse. Por quê?
Talvez porque tenhamos feito filmes demais sobre o passado (risos). O bom das produções sobre o futuro é que não há lugar aonde você não possa ir. Em termos de criatividade, é bem mais interessante, porque, se você faz um filme sobre o passado, precisa ser fiel de alguma forma. Com o futuro, tudo sai da sua imaginação.

Acha que há paralelos entre o que Katniss passa no filme e você nos últimos dois anos?
Bem, tirando a parte da morte, da guerra e da revolução (risos), sim, há algumas semelhanças em ser jogada nesse mundo muito pouco familiar e tentar segurar as pontas (risos).

O que mudou para você nesse tempo? Precisa planejar quando vai a um lugar?
Sim, isso veio com a fama. Mas o Oscar me faz ficar mais nervosa quando estou no set. Aquele sentimento de ‘será que vou corresponder às expectativas?’. Mas, claro, tudo isso desaparece bem rapidinho quando você começa a atuar. Aí não tenho tempo de ficar pensando nas minhas inseguranças. 

E como foi com essa turma de Jogos Vorazes, que te conhece de antes da fama e do Oscar?

Com eles, é a pior coisa que poderia ter me acontecido. Me tornou um alvo ambulante (risos). Por exemplo, se eu erro um diálogo, alguém diz: ‘Opa, melhor devolver aquele Oscar, hein?’.

É muito abordada na rua?
Tenho ficado em Atlanta, filmando, então não tenho lidado com isso. A primeira vez em muito tempo foi agora, no aeroporto, e mesmo assim os paparazzi queriam saber do término do relacionamento do Liam (Hemsworth) com a Miley Cyrus (risos). Eu fiquei: ‘Como assim? (risos). Vocês não têm outras perguntas para MIM (risos)’. Quase mandei um SMS para o Liam dizendo: ‘Vai se f…, você e seu rompimento, isso está arruinando meu momento no aeroporto!’. (risos)

Como você responde a esse tipo de pergunta?
Não falo nada! (risos) Só entro no carro e mostro o dedo do meio, por trás do vidro preto, quando eles não podem me ver! (risos)

Acha que as pessoas esperam que você se comporte de uma maneira específica hoje em dia?
Provavelmente, mas procuro ignorar. É muito complicado porque eu não me sinto diferente. Então não quero que ninguém me olhe ou me trate de maneira diferente. Me faz me sentir estranha.

Mas você não compreende? As pessoas viram em vídeo a sua reação ao encontrar Jeff Bridges, ou Jack Nicholson, ou Meryl Streep.
Ah, sim! Mas eles são Jeff Bridges, Meryl Streep e Jack Nicholson, faz sentido! Isso, eu entendo.

Consegue se proteger de tudo isso?
Você não pode de jeito nenhum dar um google no seu nome ou ler os comentários. É proibido! Só faço se for para dar risada com meus amigos. Outro dia eles estavam me mostrando as fotos da campanha da Dior, porque eu ainda não tinha visto, e começaram a ler os comentários, mas de uma forma engraçada. Um era assim: ‘O nariz dela é tão longo e torto!’. Outro dizia: ‘Nossa, ela ficou tão metida!’. E eu falei: ‘Caramba, você percebeu só de olhar a foto?’ (risos). Aí tinha outro: ‘Ela é uma porca nojenta, quero que morra!’. Se não estivesse lendo com amigos e rindo, estaria soluçando.

De verdade?
Sim, ninguém gosta de ouvir que é metida ou uma porca que deveria morrer! (risos)

Mas acho que a maioria das pessoas gostaria de ser sua amiga, não?
Ah, obrigada. Mas é difícil ser amigo de todo o mundo (risos). Não, brincadeira, é difícil para mim saber o que os outros pensam de mim. Então permaneço num estado de insegurança.

Sei que tem gente que falou para você perder peso. Como lida com isso?
Não lido. É completamente estúpido e acontece com toda atriz. Se acham que sou gorda, nem ligo, porque não vou parar de comer! (risos) Vou ficar fazendo dieta até que todo o mundo esteja satisfeito? É ridículo! (risos)

E ninguém fica te falando para controlar sua língua?
Claro! O tempo todo! Não sou daquelas que pensam: ‘Danem-se vocês, vou ser eu mesma!’ Simplesmente não consigo. Eu tento!

Mas é por isso que as pessoas gostam tanto de você.
Obrigada! Algumas gostam, outras com certeza acham bem irritante (risos). O que eu entendo, porque eu também me irrito comigo mesma (risos).

E, claro, você tem novos companheiros de elenco.
Incrível como todo o mundo se deu bem de cara. O Sam (Claflin) foi ótimo, porque eu e o Josh (Hutcherson) já estávamos cansados um do outro. Então o Josh arrumou um amiguinho novo para brincar, e eu arrumei a Jena Malone. E aí ainda teve o Jeffrey Wright e o Phillip Seymour Hoffman. Quando ele apareceu no set, você só ouvia: ‘Gente, o Phillip Seymour Hoffman!’. Todo mundo tinha medo dele no começo! E ele é bacana. Fazia brincadeiras, dava risada com a gente.

Sei que você e o Josh costumam aprontar muito um com o outro no set.
Sim, no primeiro filme foi uma loucura. Neste descobrimos o ‘miau’, que é uma brincadeira em que a gente troca toda palavra com som parecido por ‘miau’. Ou cantava músicas em ‘miau’. Por exemplo, Everybody Dance Now (canta só com “miaus”). Passávamos horas aperfeiçoando e ensaiando (começa a rir sem parar, fica quase sem ar). Nós morávamos no mesmo prédio durante as filmagens e ficávamos praticando no terraço e trocando arquivos de voz com os ensaios (risos). Então, o ‘miau’ foi uma grande coisa (risos). Desculpe, isso não vai dar para traduzir no papel.

 

Gostaram da entrevista? Ela merece ter um molde especial e uma boneca dedicados ao papel?

 

Crédito da imagem: Barbie Collector

E o filme? Ansiosos para a estréia?

 

Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games Catching Fire Dolls)

A Mattel lançou e colocou em pré-venda os bonecos dos Jogos Vorazes.

Trata-se de uma meia novidade: no ano passado, já havia sido lançada uma Barbie Katniss Everdeen, em homenagem à personagem da trilogia de livros Hunger Games (Jogos Vorazes, no Brasil), de Suzanne Collins.

O grande sucesso dos livros permitiu que fosse levada uma versão ao cinema, que também foi muito bem sucedida.

Esse foi um dos filmes que mais me surpreendeu. Boas atuações, bons atores e história bem roteirizada. Tanto é que já estou esperando pelo segundo filme da série, justamente o Jogos Vorazes: Em Chamas.

Aproveitando o embalo, a Mattel lançou uma primeira versão da protagonista, a Hunger Games Katniss Doll, que utiliza a roupa da sua primeira participação nos Jogos Vorazes e foi lançada na coleção 2012.

Crédito da imagem: Barbie Collector

Os novos lançamentos estarão disponíveis a partir de 31 de Dezembro e provavelmente serão entregues a partir de 2014.

A segunda edição dos bonecos apresentam alguma diferenças: agora, além de Katniss, temos mais três personagens, Peeta, Effie e Finnick.

Além disso, imagino que em razão do sucesso da primeira boneca, a Mattel tenha investido mais nessa coleção.

A começar pelos face molds exclusivos.

Agora, a Katniss apresenta o face mold da atriz Jennifer Lawrence, ao invés de apenas tentar reproduzir as características do rosto em um molde já utilizado (como foi o caso do face sculpt Goddess, utilizado na primeira versão).

Versão no site para a The Hunger Games: Catching Fire Katniss Doll.

Crédito da imagem: Barbie Collector

Linda, não?

Obviamente que eu esperava que ela usasse um dos trajes de gala desfilados pelo filme, mas esse macacão não é feio.

Com o molde próprio, o rosto da doll ficou mais delicado perto da primeira versão.

Crédito da imagem: Super Wallpapers

Acho que foi a maneira da Mattel “obrigar” a compra de uma boneca “repetida”, para que o colecionador tenha o molde da Jennifer Lawrence.

Tô considerando seriamente, especialmente porque se trata de uma atriz ganhadora do Oscar, ainda que tão jovem.

Nas telas, há que se colocar que ela atrai muita atenção e tem um carisma há muito não visto no cinema.

Crédito da imagem: Just Jared

Torço para que ela permaneça fazendo muito sucesso!

Já a personagem Effie Trinket, interpretada pela Elizabeth Banks, não ganhou molde exclusivo. Vale considerar, contudo, que a maquiagem estabelecida para o papel é tão caricata que nenhum molde iria reproduzir com precisão os traços da atriz, que são bem delicados e “desaparecem” diante do make.

Vamos ao protótipo da The Hunger Games: Catching Fire Effie Doll?

Crédito da imagem: Barbie Collector

Crédito da imagem: The DC

Aqui, usando o figurino de Effie:

Crédito da imagem: My Hunger Games

Já em relação aos meninos, adoro a face sculpt do Peeta Mellark. Quem deu vida ao personagem foi o ator Josh Hutcherson, que foi revelado ainda criança no filme “ABC do Amor” (Little Manhattan).

Crédito da imagem: Pausa para Makeup

Nossa, ele era a coisa mais fofa, não? Adoro esse filme!

Aqui, o protótipo do The Hunger Games: Catching Fire Peeta Doll.

Crédito da imagem: Barbie Collector

Acho que ficou perfeito. Aliás, um dos melhores moldes masculinos dos últimos tempos. Adorei!

Além dele, também foi lançado o personagem Finnick Odair, cujo ator é o Sam Clafin.

Crédito da imagem: My Hunger Games

Crédito da imagem: Those British Boys

Apesar de ainda não estar figurando no Barbie Collector junto aos outros, ele também terá face molde próprio, que é bem bacana, por sinal.

Vocês tem plano de comprar algum? Acharam que ficaram fiéis aos personagens? Irão ao cinema assistir o novo filme?

Serviço:

Jogos Vorazes: Em Chamas (2013)

The Hunger Games: Catching Fire

Dirigido por Francis Lawrence

Estréia no Brasil no dia 15 de novembro